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quinta-feira, 5 de março de 2009

Arte Kitsch



















Palavras que ficam a meio... mês da mulher? Perco-me nesta montra aparentemente ao calhas. Foi o acaso que pôs a mulher entre o galo de barcelos - feito máscara do 'Scream' - e o Buda dourado? Centrou-se sozinha entre crucifixo e Gardénias de plástico, entre querubins e mouros , sobre taças de cristal fingido e um leão marinho de porcelana branca a entretê-la?
Não fosse uma montra de lojeca de bijutaria e recheio de casa composta...quase poderia pensar ser instalação de artista de renome. Pelo menos conta uma história, ironiza, questiona, sugere,...mais que muita instalação que eu tenha visto. Foi feito sem saber? Tanto faz, funciona, faz efeito, não enfeita.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Terrário Bizarro


















Nem eu percebia bem ao início...
Ironia fácil: Este estabelecimento, há alguns - já muitos - anos vendia todo o tipo de chão flutuante.
...No meio da cidade
Há uma história antiga
Feita de Glória passada
Que hoje é beleza ferida
( excerto de 'Ai Mouraria')

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Precioso



















Há quem foge, mete a máquina zero, e esquece o assunto. Faz um statement, tem atitude, coisa que com tatuagem diz uma coisa, sem nada diz outra, e as vezes é mesmo só por acaso e circunstância. Antigamente era sinal de piólhos.
Mas no geral, é assunto de preocupação maior. Dá a moldura a cara, coloca-nos numa geração ou num estrato social, faz-se adereço de convicções - e dá banhadas frias a quem assim pensa. Serve de logro para quem tem sentido de humor, para o resto é igual à roupa de marca, ou de costureira pessoal, ou de falsificação de marca.
Expressa-nos, - o nosso interior, suposto. Vimo-nos ao espelho e sempre ao contrário. Fornece propósitos de gestos só nossos. A ausência destes também fala. É bandeja da vaidade. Sinal de saúde e de virilidade. Matéria orgânica morta, que se quer linda.

domingo, 17 de agosto de 2008

Balancê


















A vantagem de o o telhado ruir, é depois a luz do sol chegar até ao rés-do-chão.
Pouco mais terá importância, já que o resto foi em chamas e enxurradas.
As crises são sempre uma oportunidade do recomeço...
em teoria.

terça-feira, 15 de julho de 2008

O Nome no Passeio

Adoro montras.
Daquelas do comércio tradicional, do bairro sem ser alto, que nos atende, com sorte, com um sorriso de verdade, um comentário sobre a vizinhança ou o tempo, ou o estado da nação. Depois, também queremos qualquer coisa por sermos cliente que entrou pela porta com um objectivo específico. A cidade já é tanto de cortes no Ideal, já tanto de rudimento de boas intenções, já tanto de cedências convenientes,...que uma pessoa se refugia no meio pequeno para se sentir 'em casa', 'no bairro' que é a casa estendida e que vive da mão estendida e de fricções de empatia, da antipatia. Mas a emoção tem destino, bom ou mau, dirige-se a uma 'pessoa'. Tem face.
Comecei com uma ideia e acabei com outra. E pronto, não é grave, vim da tasca da rua de cima.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Perspectiva










Viver em miniaturas reais de sonhos grandes.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Holístico










Mas não há altura em que se ultrapassa ISTO?
Não basta ter a vida aos farrapos, em pedaços ranhosos e fora de prazo.
Não, ainda vem uma cereja em cima do bolo - é que nem consigo perceber nada.
Tenho de adivinhar.
Apetece mesmo fazer 'tabula rasa' e começar de novo.
Com grelha fixa, folhas do mesmo tamanho, em linguagem simples e língua já aprendida.
Com só uma camada de mensagens, e prazos limitados.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Jogos de Cintura

Essa ainda é 'made in Portugal',
à medida das conveniências e dos desejos geopolíticos.
Mas está cá no bairro, em escala menor, de corpete um pouco manchado e esfarelado, por banhar-se ao sol há já muito tempo.
Sedutora, no entanto.
Graciosa, a fazer pose, e de cabeça levantada na penúmbra.

sábado, 29 de março de 2008

Fresca do Campo

Nota sobre os ideais
e o tempo.

Como se mudar sem
abandonar.
Como assentar sem
cheirar mal.
Como se deixar levar
e perdoar-se.

Como estar de fora.

sábado, 22 de março de 2008

quinta-feira, 20 de março de 2008

Facas e Alguidares











A senhora tinha visto o suficiente - aquela gravação da aluna burra e obcecada pelo telemóvel enquanto deveria prestar atenção à matéria, ou à professora, ou ao seu próprio desenvolvimento ... essa gravação feita por um aluno igualmente bacoco, e igualmente - certamente - pouco amado, feita - por ironia - para registar e divulgar o 'bem-merecido' gozo na cara de quem dá o saber, a dedicação, e a alma e o corpo... essa gravação que - assim espero - seja o tiro no próprio pé, e o de partida para uma real confrontação com os problemas de fundo ... essa revelação gravada da impotência perante o bom-senso falido, atiçou nela a chama da guerra, porque pareceu-lhe que é disso que se trata e é disso que se alimenta a imprensa.
E a sociedade? - Alimenta-se de quê? De professores desgastados e com os nervos em franja, defraudados do seu ideal, da carreira merecida, e do tempo para pensar o pupilo? Para - no fim - chegar a embarcar em LUTA LIVRE ? Para rebaixar-se ao nível de peixeira e vendedor de feira - por estar sem Norte nem apoio - e perder-se entre gentinha sem culpa também? Por causa... não de uma reivindicação, de um direito fundamental, de uma justa causa apresentada,... não! É por causa de uma m...., de uma engenhoca hábil e distractiva que deveria ficar à porta da aula à partida . Se é para desligar no cinema, nos espectáculos, no avião, e durante a refeição de cerimónia - porquê não nas aulas? ! Se calhar porque não haja nada nas vidas envolvidas neste episódio que apela ao sentido de cerimónia perante as dadas situações, como também poderia ser - por exemplo - uma aula.
Tenho uma amiga que recebe os alunos a porta da 'sua' sala de aulas. Um por um, a olhar nos olhos, e com um sorriso ( ou não). Estranham, depois até esperam.
E há alunos que têm 8(!) horas de aulas por dia, mais tarefas!
Menos poderia ser Mais.
É por isso tudo que a senhora entrou na loja, comprar talvez uma panela de pressão, ou uma esponja grande.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

LivrEria




















Conter, contar, conto, contente, contento,
contentor,
contentar, contendor,...
Eu dou-me mal com as palavras, ...quer dizer,
a minha mente um pouco desordenada não me facilita
articular-me por esse meio. Pelo menos assim ad-hoc,
de boca cheia, com estaleca, clareza, prontidão,
e a dose certa de humor. Não sou cínico, nem irónico.
Não quero ferir ninguém (Sonso !!!). Não sou 'mau'.
Mas admiro pessoas assim, quando picam no sítio certo.
Dá resultados. Ao menos uma boa gargalhada.
Quando tento uma coisa dessas, por norma,
levo logo nas orelhas... excedo-me por falta de prática
ou por falhar o momento certo.

Fico-me pelas imagens,
por aquilo que já expliquei no futuro dia 1 de Março.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Bica da Noite


















A última bica anónima, algures fora do circuito da moda,
sem alarido, sem grande conversa, sem dia por narrar,
e outro
pela frente. Será? Não sei, apenas passei,
parei o carro
para registar.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

coxas no divã





















No Portugal além de profundo há disto... frango e vitelo e torresmos a maneira. Um com'on até fica zonzo, passado tantos anos por aquí. Que agradável maneira, que senso de delicada ironia. Sem pruridos, sem falso tacto, e com muito sentido de humor. Parabéns ao talhante!