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sábado, 19 de dezembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Risco

Este é o tempo do renascer,

Da redefinição das regras

Do risco da saída

Do perder por mil

Do ganhar um sorriso
sincero

De semear
e perder sem remorso


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Visita


À noite, entre fogueira aberta no jardim e cozinha,
a casa fica transparente,

como a conversa entre amigos não vistos há 5 anos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ao Sol


Logo à seguir, afinal, a aldeia foi ter comigo.
Sem palavra, a arfar da carga, direitinha,
e a murmurar verdades de sempre.

Passou, como a outra, sem me reconhecer.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Fugaz

Um dia solarengo, com o bairro meio adormecido
e parecendo uma aldeia no Alentejo...

mas estava enganado:
eu é que já devo ter ar de bafo quente na planície...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Miãouw

Quando confrontados com a simplicidade, não nos apercebemos do trabalho enorme que o antecede.
O visível é o conflito resolvido, preciosa paz.


Então, porque seria diferente nas relações?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Momento em Fade-Out

Mas...não me lembro - de nada - nem da cara, nem do nome, nem da ocasião,...
já devo ter passado ... vezes pela década em questão.

Parece-me ter sido um momento bom...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Anoitecer III


Da minha casa apanho disto... eu sei que ele fazia anos nesse dia,
conheço-o de andar aí pelos bares e restaurantes a vender postais,
cantava nessa noite, celebrava o dia de anos aos berros,
de afirmação, de revolta, e só.
Eram duas ou três da manhã.

Este post poderia ser o último de uma trilogia sobre o tema 'Anoitecer nas ruas da cidade'. Aliás, é.
Decidí agora.

Porque o anoitecer é o limbo recheado de expectativas
e o berço de satisfação e desilusão.

domingo, 14 de junho de 2009

Anoitecer II


A ordem inverte-se ao entardecer,
a penúmbra entre as fachadas avança para a suspensão da lei do dia.

Ansiamos a aventura que nos iliba.
Da pose, do protocolo social, do laço cor de rosa.
O passeio deslumbra em antecipação,
a vida paralela pulsa com o sangue.


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Visitas



Fui mostrar as redondezas a uns amigos de visita...
Adoro o sítio, tão perto, tão fora, tão real...

Come-se bem

domingo, 5 de abril de 2009

sábado, 28 de março de 2009

Ó-Chá-Alfama

Tive a gratificante experiência, de poder elaborar uma pintura mural neste estabelecimento que inaugurou muito recentemente. Gratificante por ter nascido de um diálogo amigável e de atitudes convergentes, mantendo a autonomia de acção.
O resultado é um enlace entre funcionalidades e conceitos: a união do Oriente com a Alfama num ambiente ao que eu chamo de 'cosy-chill', na falta de melhor palavra.

Ponto de encontro ameno.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Catástrofe
























Esta obra NÃO é minha... é de Wolf Vostell e visível no seu museu de Malpartida/ Cáceres.
(Aconselho vivamente! - história de arte ao vivo e no meio do Nada)
É um pouco como me sinto. Á beira de um crash estrondoso... que bom que mesmo de estroços gigantes se pode fazer algo de novo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Fugaz
























Uns 7 segundos enquanto alguém tira uma fotografia, algures, num tempo perdido de inexperiência genuína. Conservo o momento como documento fugaz da nudez. Já despi, de então para hoje, os anos de conceitos rebuscados de teorias longínquas.
Faz-se o círculo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quatro Gestos

Acontece, às vezes, que o impulso do fazer está só. Não sabe onde ir, apenas quer. Quer inscrever-se num suporte, marcar presença, existir. Acontece, apenas - e com pretexto vago e longínquo fora de si.
Espelha-se sem nexo, solto, perdido, fica raivoso, mais impetuoso, quer rasgar, desautorizar os limites. Desenquadrar-se sem regra.
Na reflexão contém-se, centra-se, expande e contrai, respira... inspira, apodera-se da sua alma.
Na expiração expande e toma direcção, abarca o suporte sem reconhecer-lhe o poder. Dirige-se...

sábado, 13 de dezembro de 2008

Tascas e Tal

Não consigo definir este sítio... é da minha vizinhança, é sempre o mesmo, atrai e enfada ao mesmo tempo, com as suas personagens repetentes, sobretudo do anfitreão, mas também dos habituées que comprimentam e ajudam nas horas de aperto. Não há juizos, nem comentários, nem conversas profundas. Há o estar confortável no bairro. Não há exigências. Um leve-leve, com um pano de fundo sonoro bárbaro nos dias da noite alta. De resto é neón e lembranças da terra entre plásticos floridos. Sangria e Fátima.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Fórmica & Neon



















O que é que faz a casa? A comida é caseira 'rascóvi', a lista de meia dúzia de pratos, 80% sempre do mesmo, paredes de azulejos à metro e espanhóis 20 x 30, Nossa Senhora de Fátima na prateleira ao lado da bandeira e da foto da equipa, mais uma boneca sevilhana (???), um azulejo perdido solto e pendurado por um grampo com dizer popular, fotos da terra - primavera, verão, e inverno branco,...um retrato à óleo sobre tela junto da casa de banho - mulher-mistério, flores de nunca murchar atados aos candeeiros de parede sem nunca darem luz que se veja, e a luz esverdeada dos canudos a banhar friamente risos histéricos e cânticos de bota-a-baixo estudantís. Pelo meio, perdidos, na sua, uns 'come on's', sem conversa possível na balbúria das mesas corridas. Os locais ajudam nas noites mais mexidas, o Américo atentíssimo e numa boa, a suar, de camisa aberta, gerente do reino, silencioso e suave, pastor do rebanho em alvoroço, dirigente sorridente, estranhamente alienado e com contas feitas num segundo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Em Obra
















Não por aqui, noutros lugares, porque a esperança persiste e a vontade floresce.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008