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domingo, 12 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
Dias

Eu gosto da noite, mas gosto bastante mais do dia.
Gosto da luz desta cidade, do rosa findado, do ar cintilante.
Deixo-me levar pela luz para noite adentro.
A transição é um estado de alma.
Desliza amenamente pelas calçadas até desembocar no reflexo das fachadas, douradas, preciosas, vidradas, e sem deixar a alma enegrecer-se.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Na Penúmbra
terça-feira, 14 de abril de 2009
Ícaro Anónimo
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Cool Blood
Nos últimos tempos assiste-se de novo a uma imagética, diluente do plano do suporte da imagem. Isto quer dizer: Não basta iludir o observador com trompe-l'oeil's de um espaço fingido, mas enquanto espaço sugerido, ele assume-se como plano pictórico. Não há fingimento de outra coisa senão o da superfície única. A ilusão está no espaço que se finge plano e linear.
É a superfície que se dissimula: num espaço de múltiplos layers, no espaço urbano que nos assalta através de montras, placares, ecrãs, fachadas, telas de fachadas em reconstrução, vidros espelhantes, e passagens entre volumes.
A visão da cidade, a sua vivência, é um ecrã de computador com muitas janelas abertas, e com a simultaneidade assumida.
O percursor desta percepção foi sem dúvida para mim M.C.Escher, lithógrafo e desenhador holandês e que morreu em 1972. Todos conhecemos os seus trabalhos, sem saber já de onde vieram.
Fizeram o chão que pisamos: a escada em subida eterna quadrangular, a queda de água auto-alimentante, as mãos que se desenham mutuamente, as metamorfóses em tapetes padronizados - nos quais até se inspirou o matemático Walter Penrose na elaboração dos padrões de enchimento de planos (infinitos)...ou foi vice-versa?
A sua constante interrogação da fronteira entre a realidade e a sua representação, das contradicções daí decorrentes, e da subtil pergunta em qual delas existimos, faz de nós actores - vagueando entre animal condicionado e ser pensante.
Em - quase - última análise, o que está em causa é a relação entre a imagem artificializada que projectamos de nós, e o âmago do nosso ser despido.
sábado, 28 de março de 2009
Ó-Chá-Alfama
Tive a gratificante experiência, de poder elaborar uma pintura mural neste estabelecimento que inaugurou muito recentemente. Gratificante por ter nascido de um diálogo amigável e de atitudes convergentes, mantendo a autonomia de acção.O resultado é um enlace entre funcionalidades e conceitos: a união do Oriente com a Alfama num ambiente ao que eu chamo de 'cosy-chill', na falta de melhor palavra.
Ponto de encontro ameno.
domingo, 15 de março de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Urbanoplasma (Ver uma vez Arte Pin-Pop...)


Imagens para ir passear - nelas. Passamos por elas,
sem penetrar ...
São o que nos marca: a cidade em layers múltiplos, o novo sobre o velho, a realidade parcial sobre a obra para durar, a fugacidade sobre a estética de fundo. Resta o que sobra do vento radical. Sobram farrapos de papel, palavras soltas mas unidas num contexto novo promovido pelo acaso; ...colados à vitrificação do querer fazer bonito.
Berrar ao vento.
Dizer ar quente.
A celusose dissolve-se à chuva, e vomita a palavra mutilada, lida - partindo do futuro.
E mesmo assim ... até assim: da amálgama destila o sentido.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Unidos de Facto

As motivações, as duas estéticas, o apelo inscrito em cada metade, os gostos, os meios... tudo isso é indiscutível. Fazem parte do meio urbano. Passamos, vimos cada coisa por sí e desligado do contexto.Uma montra quer ser só consistente, e um grafiti não quer outra coisa senão reclamar um espaço. Não paga renda porque não pode, e se pudesse já não seria consistente.
Mas na junção revela-se um dizer concreto. Revela-se a divisão da sociedade, marcante, actual, crassa nos contrastes, dolorosa até ao osso.
Os dois manifestam-se, contradizem-se, argumentam, declamam, chocam-se um ao outro e a quem passa, porque sim: São mesmo duas personagens que se encontram no mesmo larginho, e continuam a coabitar (ví ontem que já não é o caso - a montra decidiu mudar de cor e adereços). Dão corpo e visibilidade a duas atitudes diversas. É um encontro fértil, fervilhante e saudável.
Falam do cimo das colunas, ostentam cada um o seu gesto, representam o seu querer - 'Bruta Flor', como Caetano Veloso lhe chamava noutro contexto, ou nem tanto - e coabitam no desentender.
Um, recolha-se na penumbra vítrea e protege-se por adornos, o outro nú e crú, a vomitar-se sobre a pedra texturada, no focinho do curioso a querer discernir o preço da chemisette. Um, apelativo e em suposta beleza serena e estabelecida, o outro impulsivo e fugazmente gestual, qual Mussolini ou Hitler vociferantes.
Curioso, ambos se produzirem em preto sobre branco, e ambos por razões de estética. Ou será branco sobre preto?
(Publicado em Janeiro 2009, Guia de eventos do Município de Setúbal - com ligeiras alterações aqui)
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Os Habitantes
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Parabólica III

Vejo isso em todo o lado, persegue-me, tenho o olho viciado, e a mente também...
ainda não é redutor.
A escala desta, permite distorcer a perspectiva que se tem da cidade. Andei com a máquina em riste durante semanas para captar espelhado um avião, mas a sorte ou a previdência, ou o querer não quiseram. Porque, espelhado seria outra coisa, seria imagem só, e algo virtual por só se confrontar com o fragmento da realidade...curioso... hmmm...
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Terrário Bizarro
O Espinho Dourado


Bastou rodar sobre o calcanhar para tirar as duas fotos. Mas não haja neste país pessoas competentes? Os dinheiros do POLIS não seriam empregues melhor? Terá de ser um TGV num sítio onde, mesmo assim, ainda 'apita o combóio' ? Qual é o prazer de se escolher uma esplanada particular, pelo ambiente que transmite, se todas forem submetidos a devassaladora força igualizante de uma suposta maioria, e onde nem os letreiros dos nomes dos estabelecimentos podem diferir uns dos outros? Isto não serve as pessoas, apenas serve para facilitar o trabalho a ASAE. Parabéns a visão camarária de Almada.
E já agora: Porque é que insistem em construir pontões e bombear areia para as práias? Não é certamente por acaso que logo a seguir dos pontões serem alterados, que as dunas abriram a brecha e o mar inundou os parques. Enquanto qualquer um pode passear livremente pelas dunas e em cada vez que o faça levar quarenta quilos de areia atrás de si para baixo, não há duna que resista. Depois as mesmas pessoas queixam-se. Chamam os Holandeses! Há décadas que sabem que os pontões não resolvem esse tipo de problema. Bastam estacas de madeira e entrelaçado de vimes ou...no caso de Portugal, casca de Eucalipto que sempre fica a apodrecer no chão depois do abate. Isso não altera as correntes, e retêm a areia. Precisa de manutenção? Claro que precisa, mas e a areia que tem de ser reposta todos os anos? Isso não é manutenção? Não, isso são 'obras' que dão dinheirinho a ganhar a ALGUÉM!
O resto do dinheiro do POLIS iria para a educação das pessoas e a restauração e melhoramento dos bares da práia, com pleno respeito pelas normas da A'SS'AE, mas conservando o colorido local e os materiais...ah pois, A -'SS'- (AE) não permite madeira, hmm...curioso, as caixas de sapatos lá do outro lado são de quê? Oh!, é madeira...
...Tristezas profundas de um Imigrante...
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