sábado, 21 de junho de 2008

O muito longe vem sempre em paralelo


Não durou muito...
Esse meu amigo lá teve essas manias de plantar improvisações destas nas práias, à volta tudo cheio de tendas, tipo casinhas com alpendre que até se viu negro para tirar a foto. Foi olhado e aceite. Acreditava que a parabólica tivesse um significado. Nem imaginava que estes pratos iriam fazer parte de qualquer paisagem uma década depois. E com a democratização foi-se o significado. Tornou-se corriqueiro. Qual sentido Zen, qual espiritualidade transcendente? Ainda hoje conserva uns cacos de azulejos, fragmentos do sentido, que estavam - na altura - colocados por baixo dos seixos. Primeiras experiências... acho que, no seu íntimo, também ainda conserva uma certa nostalgia, mas não fala disso.

Foto publicada com autorização de A.S.

3 comentários:

Anónimo disse...

É o que dá ser-se especial. Ou olham de lado ou imitam.

(diz-lhe tu que ele o é)

:)

pinky disse...

gosto francamente dessa plantação!
P.

Jo disse...

Mas era belo. Talvez efémero, mas belo.

Beijo*