
Pergunto-me cada vez mais, qual o papel da componente 'Artesanal' na criação. O vislumbre da arte digital ofusca em muitos casos o saber fazer de raíz. Os bancos de imagens feitas substituem a pesquisa manual, do primeiro olhar, do tímido tactear por traduzir o que se julga ver, para o suporte. A simplicidade dos meios - artesanais - será obsoleta pelo encontrar feito? A qualidade esgota-se na limpeza digital? Ou subsiste a genuinidade de um gesto que traduz fricções da matéria e a aprendizagem do corpo físico, do músculo sentido e controlado do dedo, do pulso, do cotovelo, do ombro, e da postura interior manifesta na coluna vertebral? Até que ponto o fazer é reflexo do ser? O que resta depois de despir-se de tudo?
1 comentário:
E pois aqui estou eu sob nova forma.
:)
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