quinta-feira, 25 de junho de 2009

Momento em Fade-Out

Mas...não me lembro - de nada - nem da cara, nem do nome, nem da ocasião,...
já devo ter passado ... vezes pela década em questão.

Parece-me ter sido um momento bom...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ícones

Portugal aos Pequeninos...Os ícones de então, em BD autóctone,
o que distingue as cidades umas das outras?

Informação

sábado, 20 de junho de 2009

Dias


Eu gosto da noite, mas gosto bastante mais do dia.
Gosto da luz desta cidade, do rosa findado, do ar cintilante.
Deixo-me levar pela luz para noite adentro.
A transição é um estado de alma.
Desliza amenamente pelas calçadas até desembocar no reflexo das fachadas, douradas, preciosas, vidradas, e sem deixar a alma enegrecer-se.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Anoitecer III


Da minha casa apanho disto... eu sei que ele fazia anos nesse dia,
conheço-o de andar aí pelos bares e restaurantes a vender postais,
cantava nessa noite, celebrava o dia de anos aos berros,
de afirmação, de revolta, e só.
Eram duas ou três da manhã.

Este post poderia ser o último de uma trilogia sobre o tema 'Anoitecer nas ruas da cidade'. Aliás, é.
Decidí agora.

Porque o anoitecer é o limbo recheado de expectativas
e o berço de satisfação e desilusão.

domingo, 14 de junho de 2009

Anoitecer II


A ordem inverte-se ao entardecer,
a penúmbra entre as fachadas avança para a suspensão da lei do dia.

Ansiamos a aventura que nos iliba.
Da pose, do protocolo social, do laço cor de rosa.
O passeio deslumbra em antecipação,
a vida paralela pulsa com o sangue.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Anoitecer

Contra o desafio deste mês, de qual só me ficou a ideia do anoitecer - na cidade.
Afinal não é na cidade, mas nas ruas da cidade. Falhei no tema, mas a imagem fica na mesma. Porque as pessoas vão à rua vindo de casa, quando vão.

Surgiu -me este rabisco feito já há alguns anos.
À propósito daquele azul a preambular a noite desejada,
bem acompanhada por um encontro inesperado.


O azul do consolo.

sábado, 6 de junho de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

Restos e 'Há de ser'

As vezes perco-me no profuso de um processo...mas não desta. Encontro-me no crú do 'hà de ser', antes da fundição numa amálgama de camadas da imaginação. Por mais experiência que se tenha, cada saída de fornada é um nascimento, a cristalização de um processo, a definhação do imaginado perante o facto, o acto consumado.
A minha relação com recipientes é quase obsessiva... nunca os há em demasia.

O conteúdo é sempre um resto precioso de um processo acabado.


Por vezes, o lapso entre o fazer e o terer feito é como a frincha entre intenção e efeito.
Sempre sempre, a frincha divide a representação do real do real... (?)

O consolo está no fazer, manualmente, contra o contra-artesanal, com a matéria.

O conceito apenas anda descalço.

sábado, 23 de maio de 2009

Catedral

Enquanto que a casa tem os cantos escuros, o gesto humano tem lugar.
Fazemos o lugar assim, colorido e a tapar; o lar fingido, o ser tingido, a liberdade atrás de uma esquina colorida.

Enquanto o olhar é do centro para fora, fugimos.
O passo para trás faz a desconstrução, e um olhar de fora.
Desconcertar o quadro de sempre.
Enriquecer.
Cair de joelhos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Little House


Já há algum tempo rondo esta construção mental, até já me parece ter sido pela vida toda.

Porque as 4 paredes não chegam, porque a utopia também se veste do imprevisível, do apenas visível de outro ponto de vista, de outra incidência de luz, de outra distância.
Por enquanto parece um brinquedo. É caseiro, ainda em múltipla construção íntima, e não está habitado - o que é um contra-senso, sei. As construções mentais têm essa (pequena) falha.

Depois, a matéria não deixa... impõe as regras que o espaço ocupado por ela dita. Só se contorna, estando do lado de fora. Cá estamos.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Visitas



Fui mostrar as redondezas a uns amigos de visita...
Adoro o sítio, tão perto, tão fora, tão real...

Come-se bem

quinta-feira, 30 de abril de 2009

domingo, 26 de abril de 2009

Fade-Out

Ainda no palácio Marquês de Pombal...
Existe o impulso visceral de manter vivo o passado - pela construção, pela aprendizagem, pelo respeito, pela referência ao património imaterial - e existe a lei da entropia que impõe o 'fade-out' natural, levando à distribuição homogénea das partículas, na mais baixa categoria de ordem. Não se confunda com o caos, que encerra em si categorias de ordem complexas.
O desvanecer é o mais reles dos destinos. É o pesadelo de qualquer criativo, construtor, visionário. A obliteração é o castigo dos deuses. Pergunto, qual foi o pecado. A vaidade?
Seria justo, não houvesse obra feita.