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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Those Missing Tools


Na continuação do anterior...

Olhar de Fora





Hoje voltei ao lugar onde não me espelhava há muito tempo. O meu passeio pelo holograma do mundo faz-me valorizar a história pessoal de quem encontro. A bagagem carregada por cada um raramente permeia as camadas das realidades sobrepostas. Tal como um plano só pode ser explicado olhando do espaço, pode-se explicar o espaço olhando de onde...? Tudo é mais transparente agora...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Marca do Corpo


Acção íntima de renascimento...
todos fazemos, de tempos em tempos, este exercício.

Não pretende ser inovador, apenas renovador.
Faz parte do repertório
e pode até servir a um propósito específico.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Carta Perdida

Por tudo que queria dizer,
e onde as palavras seriam apenas a marcação de limites.
Por tudo que transcende a construção artificiosa.
Por tudo que eu te queria fazer sentir.

Pensava fazer uma diferença.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Miãouw

Quando confrontados com a simplicidade, não nos apercebemos do trabalho enorme que o antecede.
O visível é o conflito resolvido, preciosa paz.


Então, porque seria diferente nas relações?

sábado, 27 de junho de 2009

Clandestino

Abaixo do solo...haverá vida, e só fará sentido com uma luz ao fundo do túnel? Certamente é berço do rebento.
As subculturas aspiram a luz também?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ícones

Portugal aos Pequeninos...Os ícones de então, em BD autóctone,
o que distingue as cidades umas das outras?

Informação

sábado, 6 de junho de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

Restos e 'Há de ser'

As vezes perco-me no profuso de um processo...mas não desta. Encontro-me no crú do 'hà de ser', antes da fundição numa amálgama de camadas da imaginação. Por mais experiência que se tenha, cada saída de fornada é um nascimento, a cristalização de um processo, a definhação do imaginado perante o facto, o acto consumado.
A minha relação com recipientes é quase obsessiva... nunca os há em demasia.

O conteúdo é sempre um resto precioso de um processo acabado.


Por vezes, o lapso entre o fazer e o terer feito é como a frincha entre intenção e efeito.
Sempre sempre, a frincha divide a representação do real do real... (?)

O consolo está no fazer, manualmente, contra o contra-artesanal, com a matéria.

O conceito apenas anda descalço.

sábado, 23 de maio de 2009

Catedral

Enquanto que a casa tem os cantos escuros, o gesto humano tem lugar.
Fazemos o lugar assim, colorido e a tapar; o lar fingido, o ser tingido, a liberdade atrás de uma esquina colorida.

Enquanto o olhar é do centro para fora, fugimos.
O passo para trás faz a desconstrução, e um olhar de fora.
Desconcertar o quadro de sempre.
Enriquecer.
Cair de joelhos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Little House


Já há algum tempo rondo esta construção mental, até já me parece ter sido pela vida toda.

Porque as 4 paredes não chegam, porque a utopia também se veste do imprevisível, do apenas visível de outro ponto de vista, de outra incidência de luz, de outra distância.
Por enquanto parece um brinquedo. É caseiro, ainda em múltipla construção íntima, e não está habitado - o que é um contra-senso, sei. As construções mentais têm essa (pequena) falha.

Depois, a matéria não deixa... impõe as regras que o espaço ocupado por ela dita. Só se contorna, estando do lado de fora. Cá estamos.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

domingo, 26 de abril de 2009

Fade-Out

Ainda no palácio Marquês de Pombal...
Existe o impulso visceral de manter vivo o passado - pela construção, pela aprendizagem, pelo respeito, pela referência ao património imaterial - e existe a lei da entropia que impõe o 'fade-out' natural, levando à distribuição homogénea das partículas, na mais baixa categoria de ordem. Não se confunda com o caos, que encerra em si categorias de ordem complexas.
O desvanecer é o mais reles dos destinos. É o pesadelo de qualquer criativo, construtor, visionário. A obliteração é o castigo dos deuses. Pergunto, qual foi o pecado. A vaidade?
Seria justo, não houvesse obra feita.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Na Penúmbra

...do querer, do ser pleno,...
A glória decadente é fértil de comiseração.
Em pleno palácio do Marquês de Pombal...outro Ícaro perdido, outro fosso de luz...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ícaro Anónimo


Ir e voltar, o reviver de todos os dias, imperceptível na sua suave corrosão?
O lento desbaste das arestas aguçadas, moagem demorada do juízo até caber...

...ou não.

domingo, 5 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cool Blood

Nos últimos tempos assiste-se de novo a uma imagética, diluente do plano do suporte da imagem. Isto quer dizer: Não basta iludir o observador com trompe-l'oeil's de um espaço fingido, mas enquanto espaço sugerido, ele assume-se como plano pictórico.
Não há fingimento de outra coisa senão o da superfície única. A ilusão está no espaço que se finge plano e linear.
É a superfície que se dissimula: num espaço de múltiplos layers, no espaço urbano que nos assalta através de montras, placares, ecrãs, fachadas, telas de fachadas em reconstrução, vidros espelhantes, e passagens entre volumes.
A visão da cidade, a sua vivência, é um ecrã de computador com muitas janelas abertas, e com a simultaneidade assumida.
O percursor desta percepção foi sem dúvida para mim M.C.Escher, lithógrafo e desenhador holandês e que morreu em 1972. Todos conhecemos os seus trabalhos, sem saber já de onde vieram.
Fizeram o chão que pisamos: a escada em subida eterna quadrangular, a queda de água auto-alimentante, as mãos que se desenham mutuamente, as metamorfóses em tapetes padronizados - nos quais
até se inspirou o matemático Walter Penrose na elaboração dos padrões de enchimento de planos (infinitos)...ou foi vice-versa?
A sua constante interrogação da fronteira entre a realidade e a sua representação, das contradicções daí decorrentes, e da subtil pergunta em qual delas existimos, faz de nós actores - vagueando entre animal condicionado e ser pensante.
Em - quase - última análise, o que está em causa é a relação entre a imagem artificializada que projectamos de nós, e o âmago do nosso ser despido.

sábado, 28 de março de 2009

Ó-Chá-Alfama

Tive a gratificante experiência, de poder elaborar uma pintura mural neste estabelecimento que inaugurou muito recentemente. Gratificante por ter nascido de um diálogo amigável e de atitudes convergentes, mantendo a autonomia de acção.
O resultado é um enlace entre funcionalidades e conceitos: a união do Oriente com a Alfama num ambiente ao que eu chamo de 'cosy-chill', na falta de melhor palavra.

Ponto de encontro ameno.