A solidão tem forma e cor. Não digo que não seja rica e bela, mas a nossa bolha de sabão em que se resguarda a nossa realidade pessoal é apenas um útero de onde nascer.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Pobre Essência
A solidão tem forma e cor. Não digo que não seja rica e bela, mas a nossa bolha de sabão em que se resguarda a nossa realidade pessoal é apenas um útero de onde nascer.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Night-Mary
sábado, 13 de dezembro de 2008
Tascas e Tal
Não consigo definir este sítio... é da minha vizinhança, é sempre o mesmo, atrai e enfada ao mesmo tempo, com as suas personagens repetentes, sobretudo do anfitreão, mas também dos habituées que comprimentam e ajudam nas horas de aperto. Não há juizos, nem comentários, nem conversas profundas. Há o estar confortável no bairro. Não há exigências. Um leve-leve, com um pano de fundo sonoro bárbaro nos dias da noite alta. De resto é neón e lembranças da terra entre plásticos floridos. Sangria e Fátima.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Fórmica & Neon

O que é que faz a casa? A comida é caseira 'rascóvi', a lista de meia dúzia de pratos, 80% sempre do mesmo, paredes de azulejos à metro e espanhóis 20 x 30, Nossa Senhora de Fátima na prateleira ao lado da bandeira e da foto da equipa, mais uma boneca sevilhana (???), um azulejo perdido solto e pendurado por um grampo com dizer popular, fotos da terra - primavera, verão, e inverno branco,...um retrato à óleo sobre tela junto da casa de banho - mulher-mistério, flores de nunca murchar atados aos candeeiros de parede sem nunca darem luz que se veja, e a luz esverdeada dos canudos a banhar friamente risos histéricos e cânticos de bota-a-baixo estudantís. Pelo meio, perdidos, na sua, uns 'come on's', sem conversa possível na balbúria das mesas corridas. Os locais ajudam nas noites mais mexidas, o Américo atentíssimo e numa boa, a suar, de camisa aberta, gerente do reino, silencioso e suave, pastor do rebanho em alvoroço, dirigente sorridente, estranhamente alienado e com contas feitas num segundo.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Pink Fluid
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
A Bomba Silenciosa

Começo a duvidar do poder sugestivo das imagens. Parece-me que já apenas conta a 'catch-frase' do dia, o 'slogan' certeiro, a novela com 'pinta'. O tempo não é o meu, o ritmo desacertou-se do meu relógio interno, as filosofias são de consumo imediato por surgir uma nova amanhã, mais 'in', mais ajustada ao querer já e à baba umbilical. O tempo foge, parece, mas somos quem foge ao tempo. Farto-me da saliva dos outros, farto-me e demoro o meu tempo, que acho justo, adequado, respeitador do assunto.
Existem imagens onde se vai passear, de modo languido, sem pressa nem destino, onde o sorver devagar é como espreguiçar-se ao pôr-de-sol.
Reclamo o tempo passivo. Exijo a atenção ao pormenor, á inteligência intuitiva, à disponibilidade do olhar devagar, ao deixar sedimentar.
Abomino a imagem 'tchã..', que se revela no segundo publicitário, porque não há tempo para mais.
Libertem-se... do jugo do já. Serão peões no jogo do já. Paguem. Caro. Com fôlego curto.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
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